O Deserto
jul 28, 2009 Manuscritos perdidos da nossa mente...
Deserto, geograficamente falando, é uma região quase inóspita devido às temperaturas extremas, tanto alta como baixa, e escassez de água. Quando ouvimos alguém falar em deserto, logo nos vem à mente um lugar ruim, de sofrimento, de morte. A palavra é também usada para designar um lugar que não tem ninguém: “Durante o feriado prolongado, a cidade ficou deserta…”.
Existem vários tipos de deserto e um deles é formado pelos ventos contra-alísios, que dissipam as nuvens deixando o céu aberto, o que permitindo que a luz solar aqueça ainda mais o solo.
Na história do povo judeu, o deserto aparece várias vezes, obviamente por questões geográficas, mas com diferentes propósitos.
Moisés foi chamado por Deus, mas, como um soldado que abandona a batalha, desertou. Fugiu para o deserto onde passou 40 anos de sua vida. Nesse período, Deus foi trabalhando na vida de Moisés até que ele estivesse pronto para libertar o povo judeu do Egito.
Em seguida, o deserto é usado por Deus como um meio de purificação. O povo se rebelou contra Deus ao ponto de sentir saudade do tempo da escravidão no Egito. Dos que saíram do Egito, somente Josué entrou na terra prometida. Os demais eram descendência dos que morreram no deserto.
Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado. Lá, após vencer todas as investidas do diabo, iniciou seu Ministério terreno.
Hoje em dia, ouvimos pessoas dizerem que estão passando por um deserto, visto o tamanho dos problemas que estão passando. Porém, diante dos aspectos mostrados do deserto, podemos concluir que o deserto divino é um catalisador de transformações.
No deserto divino há purificação. Lá o vento do Espírito dissipa as nuvens que nos impedem de ver a luz da Estrela da Manhã. Para lá somos levados pelo Espírito para sermos tratados, restaurados, transformados, aprovados. No deserto de Deus, a derrota se transforma em vitória, o que parece perdido é achado, a água jorra da Pedra que é Jesus.
Uma vez que saímos de lá, certamente a aprovação de Deus estará sobre nós.
Quando estivermos passando por um deserto, não murmuremos perguntando o porquê, mas estejamos atentos para perguntar: Para quê, Senhor?
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